OPINIÃO! ANDRÉ “NEGRÃO”: “O verdadeiro medo da elite não é o Lula. É o filho da empregada doméstica com diploma.”

Estudantes da UFRB homenageiam e dedicam novos títulos a Lula. 

Ricardo Stuckert. Foto/Reprodução.

Vamos parar e analisar juntos — sem ódio, sem torcida, apenas com lucidez.
O sistema capitalista brasileiro, principalmente o braço mais conservador da direita, não odeia Lula por causa de corrupção, ideologia ou discurso. Isso é só a narrativa pública. O medo real é outro. Muito mais profundo. Muito mais silencioso. E por isso mesmo, mais violento.
O medo deles tem nome, sobrenome e CPF novo: o pobre qualificado.
Durante mais de um século, a política brasileira foi uma herança.
Passou de pai para filho como se fosse terra, gado ou cartório.
Os mesmos sobrenomes atravessaram impérios, repúblicas, ditaduras e democracias.
Mudou o regime, mas não mudou quem mandava.
A elite sempre aceitou o pobre…
desde que fosse servente, motorista, doméstica, pedreiro, vigia, cozinheira.
Nunca protagonista.
Nunca formulador de políticas.
Nunca sentado à mesa de decisões.
E aí veio o maior “erro” histórico que o sistema jamais perdoou:
educar o pobre.
O ProUni abriu portas.
O FIES abriu caminhos.
As universidades federais se espalharam pelo interior.
O intercâmbio levou filhos da periferia para fora do Brasil.
Projetos sociais transformaram sobrevivência em projeto de vida.
E agora está acontecendo o impensável:
Daqui a três, quatro anos, teremos filhos de empregadas domésticas disputando eleições.
Filhos de pedreiros escrevendo projetos de lei.
Filhos de motoristas debatendo orçamento público.
Filhos de quem sempre obedeceu… mandando.
É isso que causa pânico.
Porque o sistema não tem medo do pobre ignorante.
O sistema teme o pobre que sabe.
Que fala.
Que argumenta.
Que conhece a lei.
Que entende orçamento.
Que já estudou fora.
Que leu o mundo.
Que não pede permissão.
A raiva da direita não é contra o Lula.
É contra o efeito Lula.
O efeito que tirou a política das mãos de poucas famílias e colocou no horizonte de milhões de famílias que nunca foram convidadas a sonhar.
E é por isso que o ódio é tão visceral.
Porque eles sabem que o tempo das dinastias está acabando.
E quando o pobre entra na política, o sobrenome perde força.
E quando o diploma chega à periferia, o berço deixa de mandar.
Reflexão final (aquela que dói):
O sonho de qualquer pai não é ver o filho rico.
É ver o filho livre.
Livre para escolher.
Livre para disputar.
Livre para sentar na mesa onde antes só servia.
E é exatamente isso que o sistema não suporta:
ver o filho do pobre chegar ao topo — sem pedir licença.

Ass : André Luiz Thiago também conhecido por André negrão.

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