“O CRIME NÃO COMPENSA”! PREFEITO DO “BOQUETE”: Heliezer “ex povo” levanta suspeitas sobre possível uso de informações falsas em Peri Mirim na assinatura de “Decreto” emergencial

Um decreto assinado pelo prefeito de Peri Mirim, Heliezer Soares, tem provocado questionamentos nos bastidores políticos e entre moradores do município. O documento, que declarou situação de emergência em áreas da cidade, atribui os problemas enfrentados pelo município a chuvas intensas e alagamentos registrados nos primeiros meses de 2026. No entanto, a versão apresentada no decreto contrasta com relatos de moradores e lideranças locais, que afirmam que o período foi marcado por pouca chuva na região da Baixada Maranhense.

O Decreto nº 04/2026, assinado em abril deste ano, sustenta que o município foi atingido por precipitações pluviométricas de grande intensidade, provocando a elevação do nível dos rios e seus afluentes, isolamento de comunidades e prejuízos à população. A narrativa, porém, vem sendo contestada por pessoas que acompanharam de perto a realidade climática da região.

Segundo relatos de moradores e até mesmo de integrantes da base governista na Câmara Municipal, os meses de janeiro, fevereiro, março e parte de abril foram marcados por um cenário de estiagem em boa parte da Baixada Maranhense. As chuvas mais significativas só teriam ocorrido no fim de abril e início de maio, o que levanta dúvidas sobre as informações utilizadas para fundamentar a decretação da emergência.

No texto do decreto, a administração municipal afirma que o município enfrentava “altíssima precipitação pluviométrica”, responsável por elevar os níveis dos rios acima dos registros de anos anteriores e deixar famílias isoladas e em situação de vulnerabilidade social.

Outro trecho chama atenção ao mencionar que “a maior intensidade das chuvas aconteceu nos meses de fevereiro e março”, justamente o período em que moradores da região relatam baixos índices de precipitação. O documento também descreve ocorrências registradas no dia 25 de abril e sustenta que os efeitos das chuvas continuavam afetando a sede e a zona rural do município.

Além disso, o decreto aponta supostos danos em estradas, pontes, tubulações, lavouras e sistemas de transporte, além de prejuízos ao deslocamento de ambulâncias, equipes de saúde, transporte escolar e viaturas. Apesar das alegações, críticos da gestão afirmam que não houve ampla divulgação ou cobertura de eventos de grandes proporções que justificassem um cenário de calamidade semelhante ao descrito oficialmente.

Outro ponto que desperta questionamentos é a referência a rompimentos de barragens, obras de arte, edificações e estradas vicinais. Até o momento, não há registros amplamente divulgados na imprensa maranhense sobre ocorrências dessa magnitude em Peri Mirim durante o período mencionado pelo decreto.

O parecer da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil serviu de base para a declaração de situação de emergência por 180 dias. A medida enquadrou o suposto desastre na classificação 13214 – Tempestade Local/Convectiva – Chuvas Intensas, prevista na Portaria nº 260/2022 do Ministério do Desenvolvimento Regional.

Com a decretação da emergência, a prefeitura passou a contar com mecanismos legais que permitem mobilização extraordinária da estrutura administrativa, convocação de voluntários e adoção de procedimentos excepcionais previstos na legislação de defesa civil.

Alô MP

Decreto de emergência assinado por Heliezer “ex povo” levanta suspeitas sobre possível uso de informações falsas em Peri Mirim

– 10/06/2026 13h04

Um decreto assinado pelo prefeito de Peri Mirim, Heliezer Soares, tem provocado questionamentos nos bastidores políticos e entre moradores do município. O documento, que declarou situação de emergência em áreas da cidade, atribui os problemas enfrentados pelo município a chuvas intensas e alagamentos registrados nos primeiros meses de 2026. No entanto, a versão apresentada no decreto contrasta com relatos de moradores e lideranças locais, que afirmam que o período foi marcado por pouca chuva na região da Baixada Maranhense.

O Decreto nº 04/2026, assinado em abril deste ano, sustenta que o município foi atingido por precipitações pluviométricas de grande intensidade, provocando a elevação do nível dos rios e seus afluentes, isolamento de comunidades e prejuízos à população. A narrativa, porém, vem sendo contestada por pessoas que acompanharam de perto a realidade climática da região.

Segundo relatos de moradores e até mesmo de integrantes da base governista na Câmara Municipal, os meses de janeiro, fevereiro, março e parte de abril foram marcados por um cenário de estiagem em boa parte da Baixada Maranhense. As chuvas mais significativas só teriam ocorrido no fim de abril e início de maio, o que levanta dúvidas sobre as informações utilizadas para fundamentar a decretação da emergência.

No texto do decreto, a administração municipal afirma que o município enfrentava “altíssima precipitação pluviométrica”, responsável por elevar os níveis dos rios acima dos registros de anos anteriores e deixar famílias isoladas e em situação de vulnerabilidade social.

Outro trecho chama atenção ao mencionar que “a maior intensidade das chuvas aconteceu nos meses de fevereiro e março”, justamente o período em que moradores da região relatam baixos índices de precipitação. O documento também descreve ocorrências registradas no dia 25 de abril e sustenta que os efeitos das chuvas continuavam afetando a sede e a zona rural do município.

Além disso, o decreto aponta supostos danos em estradas, pontes, tubulações, lavouras e sistemas de transporte, além de prejuízos ao deslocamento de ambulâncias, equipes de saúde, transporte escolar e viaturas. Apesar das alegações, críticos da gestão afirmam que não houve ampla divulgação ou cobertura de eventos de grandes proporções que justificassem um cenário de calamidade semelhante ao descrito oficialmente.

Outro ponto que desperta questionamentos é a referência a rompimentos de barragens, obras de arte, edificações e estradas vicinais. Até o momento, não há registros amplamente divulgados na imprensa maranhense sobre ocorrências dessa magnitude em Peri Mirim durante o período mencionado pelo decreto.

O parecer da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil serviu de base para a declaração de situação de emergência por 180 dias. A medida enquadrou o suposto desastre na classificação 13214 – Tempestade Local/Convectiva – Chuvas Intensas, prevista na Portaria nº 260/2022 do Ministério do Desenvolvimento Regional.

Com a decretação da emergência, a prefeitura passou a contar com mecanismos legais que permitem mobilização extraordinária da estrutura administrativa, convocação de voluntários e adoção de procedimentos excepcionais previstos na legislação de defesa civil.

Nos bastidores da política local, entretanto, circulam especulações de que a medida poderia ter como objetivo facilitar o acesso a recursos federais destinados a situações emergenciais e possibilitar contratações com menor grau de burocracia. Até o momento, não há comprovação oficial de irregularidades, mas as divergências entre o cenário descrito no decreto e os relatos sobre as condições climáticas da região têm alimentado cobranças por maior transparência.

Diante das dúvidas levantadas, cresce a expectativa para que os órgãos de fiscalização e controle analisem os documentos, laudos técnicos e relatórios que fundamentaram a declaração de emergência. Afinal, em um período em que grande parte da Baixada Maranhense reclamava da falta de chuva, muitos moradores se perguntam: onde aconteceu a enchente que justificou um decreto tão abrangente em Peri Mirim?

Enquanto isso, a Câmara Municipal segue sem aprofundar o debate sobre o tema, alimentando críticas de setores da população que cobram uma fiscalização mais rigorosa dos atos do Poder Executivo.

Foto/Reprodução. Passando a limpo…

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