PAÇO DO LUMIAR! “SEM LENÇO SEM DOCUMENTO”/”SEM TETO E SEM RESPOSTA”: ameaça de Despejo iminente no Residencial Flávio Dino expõe drama de 1.200 famílias e silêncio da Prefeitura…

Ameaça de Despejo iminente no Residencial Flávio Dino expõe drama de 1.200 famílias e silêncio da Prefeitura de Paço do Lumiar
Rádiovozdohorizonte(Foto: Reprodução). 

 

Moradores da Ocupação Residencial Flávio Dino, localizada no município de Paço do Lumiar (MA), vivem dias de incerteza e apreensão diante da possível ação de reintegração de posse que, até o momento, segue sem definição clara. Mais de 1.200 famílias, que hoje não têm outro local para morar, mantêm vigília permanente temendo o despejo a qualquer instante.

Na segunda-feira, dia 5, o desespero se transformou em protesto.  Ocupantes do residencial interditaram a Estrada de Ribamar (MA-201), uma das principais vias de ligação da região metropolitana, em um ato que chamou a atenção para a gravidade da situação. Segundo informações repassadas por moradores e lideranças comunitárias à redação do Jornal Voz do Horizonte, a mobilização foi uma reação direta à ameaça de despejo e à ausência de respostas concretas do poder público.

A manifestação expôs uma pergunta que ecoa entre as famílias da ocupação: por que o silêncio do prefeito Fred Campos diante de uma crise social que acontece dentro do seu próprio território? Até agora, não houve posicionamento público claro da Prefeitura de Paço do Lumiar sobre medidas de mediação, reassentamento ou diálogo com os moradores afetados.

Entre os rostos da preocupação está Ramira Agatha, mãe de três filhos e moradora da ocupação. Ela relata viver em constante apreensão com a possibilidade de perder o único teto que conseguiu para abrigar sua família. “A gente não tem para onde ir. O medo é dormir hoje e amanhã estar na rua com as crianças”, desabafa.

A situação do Residencial Flávio Dino evidencia a dimensão do déficit habitacional em Paço do Lumiar e na Grande São Luís. São cerca de 1.200 famílias que aguardam uma solução concreta e humanizada para o direito básico à moradia, enquanto convivem com a insegurança jurídica e a falta de respostas institucionais.

Lideranças comunitárias defendem a suspensão de qualquer despejo até que haja diálogo efetivo entre Judiciário, Prefeitura, Governo do Estado e os moradores, buscando alternativas como regularização fundiária, programas habitacionais ou reassentamento digno.

Enquanto a indefinição persiste, a vigília continua. Para as famílias do Residencial Flávio Dino, a luta não é apenas por casas, mas por dignidade, visibilidade e respeito.

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