De acordo com a Polícia Federal, lideranças políticas locais seriam responsáveis por oferecer vantagens ilegais para que candidatos adversários desistissem da disputa eleitoral.
A Polícia Federal (PF) realizou na manhã desta terça-feira (3) a Operação “Tá na Conta”, que investiga um esquema de “compra de renúncia” de candidatos nas eleições em Caxias, a 360 km de São Luís. A ação foi realizada no município maranhense e, também, em Teresina (PI), com o objetivo de apurar suspeitas de corrupção eleitoral e violência política contra a mulher.
Segundo a PF, a ação é um desdobramento da análise de materiais apreendidos em uma fase anterior da investigação, a qual aponta que lideranças políticas de Caxias teriam oferecido vantagens ilegais para que candidatos adversários desistissem da disputa eleitoral.
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Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, expedidos pela 19ª Zona Eleitoral. As ordens judiciais foram cumpridas em endereços residenciais e órgãos públicos. Entre os investigados estão dois agentes públicos, que não tiveram a identidade divulgada.
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Como funcionava o esquema
Segundo a Polícia Federal, lideranças políticas locais seriam as responsáveis por articular a oferta de vantagens ilegais para que candidatos adversários desistissem das candidaturas. O objetivo, de acordo com as investigações, era enfraquecer partidos rivais e fraudar a cota de gênero prevista na legislação eleitoral.
A apuração aponta que candidatas mulheres eram pressionadas a renunciar, o que poderia levar à invalidação de chapas inteiras.
Mensagens interceptadas indicam que os investigados teriam oferecido R$ 50 mil e promessa de cargos públicos para que uma candidata deixasse a disputa.
As investigações também revelaram que os supostos chefes do esquema acompanhavam as abordagens em tempo real. Eles recebiam, inclusive, fotos das casas das vítimas durante as tentativas de suborno.
A Justiça autorizou a apreensão de dinheiro em espécie, aparelhos eletrônicos e documentos.
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Os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção eleitoral e assédio eleitoral contra mulheres.



