Pescadores artesanais realizaram manifestações e bloquearam trechos das BR-135 e BR-316, no Maranhão, nesta segunda-feira (9), em protesto contra atrasos no pagamento do Seguro-Defeso. A categoria afirma enfrentar dificuldades financeiras diante da ausência do benefício referente aos períodos de 2025 e 2026.
Atrasos no pagamento do Seguro-Defeso levaram pescadores artesanais a ocupar rodovias federais no Maranhão na manhã desta última segunda-feira (9). As manifestações ocorreram na BR-135, em Bacabeira, e na BR-316, em Bom Jardim, reunindo trabalhadores que dependem diretamente do benefício para manter a renda durante o período de proibição da pesca. A mobilização evidenciou a insatisfação da categoria diante da ausência de repasses referentes aos períodos de 2025 e 2026, situação que, segundo os manifestantes, compromete a sobrevivência de centenas de famílias ligadas à atividade pesqueira no estado.Seguro-Defeso garante renda durante período de proibição da pesca
O Seguro-Defeso é um benefício federal pago aos pescadores artesanais durante o período em que a pesca é suspensa por lei para preservar a reprodução das espécies. Nesse intervalo, o auxílio representa, em muitos casos, a única fonte de renda das famílias, garantindo condições básicas de subsistência enquanto a atividade permanece proibida. O atraso nos pagamentos tem impacto direto no cotidiano das comunidades pesqueiras, que relatam dificuldades para custear alimentação, moradia e medicamentos, ampliando a pressão sobre o governo federal para acelerar a análise dos pedidos.
Categoria cobra soluções e novas manifestações não são descartadas
Além da falta de pagamento, pescadores relatam dificuldades no cadastramento e na regularização de dados exigidos para acesso ao benefício, especialmente em regiões com acesso limitado à internet. Entre as reivindicações estão a criação de postos presenciais de atendimento, mutirões de regularização cadastral e maior transparência nos prazos de liberação. O governo federal informou que pagamentos solicitados a partir de novembro de 2025 devem começar a ser liberados na segunda quinzena de fevereiro, com milhares de requerimentos ainda em análise em todo o país . Lideranças afirmam que novas mobilizações podem ocorrer caso os prazos não sejam cumpridos.
Alexandre Ferreira. Foto/Reprodução.



