“BR-135″! PADRE ANTONIO VIEIRA/”SERMÃO AOS PEIXES”: atraso no Seguro-Defeso provoca protestos e bloqueios em rodovias maranhenses

Pescadores artesanais realizaram manifestações e bloquearam trechos das BR-135 e BR-316, no Maranhão, nesta segunda-feira (9), em protesto contra atrasos no pagamento do Seguro-Defeso. A categoria afirma enfrentar dificuldades financeiras diante da ausência do benefício referente aos períodos de 2025 e 2026. 

Atrasos no pagamento do Seguro-Defeso levaram pescadores artesanais a ocupar rodovias federais no Maranhão na manhã desta última segunda-feira (9). As manifestações ocorreram na BR-135, em Bacabeira, e na BR-316, em Bom Jardim, reunindo trabalhadores que dependem diretamente do benefício para manter a renda durante o período de proibição da pesca. A mobilização evidenciou a insatisfação da categoria diante da ausência de repasses referentes aos períodos de 2025 e 2026, situação que, segundo os manifestantes, compromete a sobrevivência de centenas de famílias ligadas à atividade pesqueira no estado.
Bloqueios causaram congestionamentos e negociação com autoridades
Em Bacabeira, o protesto ocorreu de forma controlada e contou com acompanhamento da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Militar, sem interrupção total do tráfego. Já em Bom Jardim, a situação foi mais crítica, com bloqueio completo da BR-316 por algumas horas, provocando congestionamento de aproximadamente dois quilômetros. Após negociação com equipes da PRF, a pista começou a ser liberada parcialmente por volta das 11h30, com normalização do fluxo no início da tarde. A manifestação foi considerada pacífica e teve como objetivo chamar atenção para a demora na liberação do benefício.

Seguro-Defeso garante renda durante período de proibição da pesca

O Seguro-Defeso é um benefício federal pago aos pescadores artesanais durante o período em que a pesca é suspensa por lei para preservar a reprodução das espécies. Nesse intervalo, o auxílio representa, em muitos casos, a única fonte de renda das famílias, garantindo condições básicas de subsistência enquanto a atividade permanece proibida. O atraso nos pagamentos tem impacto direto no cotidiano das comunidades pesqueiras, que relatam dificuldades para custear alimentação, moradia e medicamentos, ampliando a pressão sobre o governo federal para acelerar a análise dos pedidos.

 

Categoria cobra soluções e novas manifestações não são descartadas

Além da falta de pagamento, pescadores relatam dificuldades no cadastramento e na regularização de dados exigidos para acesso ao benefício, especialmente em regiões com acesso limitado à internet. Entre as reivindicações estão a criação de postos presenciais de atendimento, mutirões de regularização cadastral e maior transparência nos prazos de liberação. O governo federal informou que pagamentos solicitados a partir de novembro de 2025 devem começar a ser liberados na segunda quinzena de fevereiro, com milhares de requerimentos ainda em análise em todo o país . Lideranças afirmam que novas mobilizações podem ocorrer caso os prazos não sejam cumpridos. 

Alexandre Ferreira. Foto/Reprodução.

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